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Ainda naquela tempo, enquanto
muitos abriam mão de seus ideais, dizíamos: "O Movimento
5 de Julho acredita que somente um Governo Revolucionário será
capaz de estancar a sangria de nosso povo e a entrega de nossa soberania,
salvar nossas crianças e pôr fim a todas as atrocidades do
sistema e seus governos: as chacinas, a fome e a miséria de nosso
povo; que somente a Revolução impedirá a destruição
de todas as nossas conquistas e avançará toda a sociedade
para um regime de igualdade, liberdade e justiça, para a verdadeira
independência da pátria, para o Socialismo".
O Movimento cresceu, e da Baixada Fluminense partiu para ganhar regiões estratégicas do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo que crescia no seio da massa trabalhadora, passou a emplogar setores significativos e de expressão e da intelectualidade comprometida com as transformações sociais no país. E já não era só no Rio de Janeiro que crescia, já atingia outros estados, exigindo uma resposta à altura: O INVERTA - um jornal de caráter revolucionário, de diálogo aberto ao povo, desafiando as oligarquias e que aos poucos cresce.
O Movimento se ampliou e se implantou nos principais estados do país, dentre os quais: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Ceará.
Seus principais dirigentes, revolucionários históricos e outras lideranças experientes surgidas na década de 70, compõem hoje o recém-refundado PCML, como o presidente de honra do M5J, o comunista histórico Zola Florenzano, iniciado na luta ainda nos anos 30.
O Movimento 5 de Julho cumpriu importante papel, ao busca incorporar, pela ação, todos os nossos heróis nacionais, que tombaram lutando contra a opressão e exploração - Sepé Tiarajú, Zumbi dos Palmares, Tiradentes, Felipe dos Santos, Frei Caneca, Antonio Conselheiro, João Cândido, Luiz Carlos Prestes e tantos outros, que pavimentaram a nossa história com o seu sangue e trabalho. Lutou, também, para resgatar a tradição democrática e popular das Forças Armadas brasileiras, contra a opressão imperialista, denunciando a trama imperialista para destruí-las. Lutas que se fortificam com a refundação do PCML.
O PCML, como o "5 de Julho",
se soma às lutas revolucionárias na América Latina,
pela libertação e a integração de seus povos,
dentro da tradição de Tupac Amarú, Simon Bolívar,
San Martin, Hidalgo, José Martí, Máximo Gomes, Ernesto
Che Guevara; tem a mais profunda solidariedade e respeito por Cuba e se
soma à sua luta heróica contra o bloqueio imoral e desumano
do imperialismo norte-americano.
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