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Você tem medo do quê? Aos poucos, no Brasil e no mundo, o caminho da humanidade vai se delineando outra vez para o objetivo do Comunismo, como sistema social capaz de retirá-la das amarras da miséria, do temor, insegurança e brutal violência do mundo imperial, dependente ou neocolonial do capitalismo. Os exemplos são claros, como a irrefutável imagem da espaçonave chinesa, indo ao espaço, mostrando a força da revolução socialista, em apenas 54 anos de existência. Em parte alguma do mundo, sob o sistema escravista, feudal ou capitalista, se viu um desenvolvimento humano semelhante! Alguns podem dizer: é coisa de chinês, cultura milenar, paciência, etc... Mas seria isto mesmo? Naturalmente, é comum se dizer que o ábaco (instrumento manual de soma ou calculadora manual) é o sistema primata do computador atual. Sem dúvida, reduzindo o computador a sua essência, ele não passa de uma máquina de calcular programável; mas entre os séculos XI e XII, época em que o continente chinês se abre ao mundo europeu apresentando sua pólvora, bússola, papel e ábaco, nem sequer sonhava-se com a impressão do circuito eletrônico no silício, ou seja, com a tecnologia dos chips modernos, e nem mesmo a revolução náutica dos séculos XIV, XV e XVI vislumbrou a navegação sob a cúpula do mar, ou seja, o céu (espaço), fora da Odisséia de Homero, protagonizada por Ulisses, ou da Teogonia Argonauta, na qual a Terra é um espaço onde Deuses do Olimpo realizam sua luta pelo poder (ou jogos) no universo Greco-Romano, já não pelas Musas do Tejo. Mas, entre a mitologia greco-romana e a realidade do século XXI, a história humana se desenvolveu arrancando os homens das suas alegorias, conduzindo-os a um mundo arquitetado, planejado e construído; no curso sucessivo de modos produção, formações sociais e sistemas de valores complexos e variados. Da soma simples, pela computação manual no ábaco chinês à racionalidade cartesiana, desta até a relatividade de Einsten; das comunas primitivas e tiranias escravistas, feudais, ao mundo do capital e deste até a possibilidade de um mundo comunista - onde o livre desenvolvimento de cada um é condição do livre desenvolvimento de todos, os homens fizeram sua história e, muitas vezes, independente de sua vontade ou quando guiados por esta, trabalharam sob condições legadas pelo passado que os impediram de chegar ao ideal - a utopia, edificando um mundo contraditório e complexo. Os caminhos tortuosos e aprendizados amargos os conduziram a práticas condenáveis e/ou a atitudes ousadas e admiráveis. A humanidade, através de suas revoluções, saiu do sílex (material das Américas do qual foi feito o primeiro utensílio cortante) ao silício (material com o qual se faz o revolucionário chip eletrônico) e não escondeu o segredo deste progresso, como mostrou Marx, em O Capital, ao descrever as três fases da revolução industrial iniciada nos séculos XVII e XVIII e que continua nos dias atuais: a revolução na máquina ferramenta; a revolução na máquina motriz; e, finalmente, a revolução no mecanismo de transmissão e direção da máquina ou sistema de máquina. É necessário relacionar nossa narrativa acima com o feito chinês de lançar sua primeira nave espacial tripulada, pois é uma relação quase indissolúvel entre o modo de produção social e estas conquistas tecnológicas, da terceira revolução no sistema de produção mundial. O fato é que dois dos três países que detém a tecnologia aeroespacial fizeram esta conquista sob o modo de produção socialista, ou mais precisamente, após a revolução socialista, enquanto o único país capitalista que detém esta tecnologia é o país mais poderoso do mundo, em termos de capital. E esta relação entre a terceira fase da revolução industrial e o modo de produção socialista não é arbitrária porque sem uma revolução no mecanismo de transmissão e direção da máquina, nem sequer se poderia pensar no lançamento de um foguete espacial, e muito menos ainda de espaçonave tripulada. Portanto, quando se volta ao mundo dos Argonautas e fala-se de cibernética, não se retoma de um ponto de vista discursivo, mas para caracterizar o quanto para a humanidade é possível e em que velocidade é possível, transitar do arado de burro ou boi, de um sistema feudal de produção até o sistema de chips (informática), a fissão nuclear (mecânica quântica) e a engenharia genética num modo de produção avançado sob as condições socialistas de produção. A China, com seu feito, nós dá duas grandes lições. A primeira é que somente uma revolução socialista é capaz de arrancar o homem do obscurantismo feudal, das condições de fome absoluta e de submissão senhorial aos mandarins e potências imperiais (Japão, Inglaterra, França, Portugal, Estados Unidos, Rússia, etc.) e elevá-lo ao desenvolvimento, à condição de potência mundial e capaz de aplicar todas as conquistas tecnológicas ao bem estar do povo, abrindo assim, as condições materiais para a construção de um mundo mais igual, justo e realmente sem fronteiras, um mundo comunista. A segunda, é que não é possível para um país dependente, ou mesmo aspirante ao domínio imperial do capital, atingir tal condição sem a luta pela hegemonia mundial ou regional do sistema, isto é, sem uma nova partilha do mundo, o que quer dizer guerra; pois, somente nas condições de acumulação a que chegaram os EUA é possível desenvolver projetos desta magnitude. Não é necessário dizer o quanto hoje a humanidade é dependente desta tecnologia advinda da conquista espacial. Não falamos apenas de esferográficas e jogos de vídeo-games ou armações de óculos em fibra de carvão, falo até mesmo das conquistas aplicadas à medicina em lato sensu, como as operações a laser, câmeras bárias, engenharia genética e outras. Não é necessário repisar as conquistas da terceira fase da revolução industrial (informática), mas reafirmar que sua condição foram os centros de P&D oficiais dos Estados Socialistas, e que sem eles, talvez, grande parte destas conquistas não saíssem dos centros de P&D dos oligopólios e transnacionais imperialistas, que dominam os laboratórios farmacêuticos e as tecnologias de ponta no capitalismo, aplicando-as segundo seus interesses de lucros. Portanto, um novo momento ímpar se abre para a humanidade, e este novo momento nos diz que é possível edificar uma outra realidade, construída com as próprias mãos e sabedoria; é possível outro destino social para a humanidade, um outro modo de produção, outra sociedade. Esta mensagem que nos dá a China é um braço estendido e um dedo apontando aos lutadores e revolucionários da Bolívia insurreta para uma outra direção fora do jugo imperialista, fora da dependência, dos extermínios e do massacre neoliberal, fora dos barões feudais e dos oligarcas burgueses; este caminho é o socialismo. Naturalmente, podemos divergir do caminho socialista da China, não concordar com suas particularidades e/ou desvios, mas não se pode negar que as conquistas da revolução socialista são o caminho para o desenvolvimento e a independência de fato para uma nova sociedade e para a realização da nossa utopia, a Sociedade Comunista. Deste modo, um novo projétil foi ao ar, mas não era uma bala perdida a procura de alvo humano nas grandes metrópoles do capitalismo, seja Nova Iorque (EUA), Rio de Janeiro (Brasil), La Paz (Bolívia); o novo projétil é a nave Shenzhou 5; um foguete lançado de uma plataforma no Deserto de Gobi e que regressou à Terra, aterrissando no interior da Mongólia, a noroeste de Pequim. Ele, ao invés da morte, continha a vida de Yang Liwei, que nasceu em 1965, e era o principal astronauta da lista de 14 preparados para esta histórica tarefa. A sua missão durou 21 horas e a Shenzhou 5 percorreu 14 órbitas em volta da Terra. Por estes dias, ao voltarmos os olhos para o espaço sideral, como está fazendo grande parte do proletariado mundial, que não se espantem se entre as estrelas mais brilhantes encontrarmos o brilho de um olhar familiar e sorrindo, o olhar de Mao Tse Tung, e ao fundo a voz de Louis Armstrong a cantar: What a Wonderful World! (Que mundo maravilhoso!) Salve 54 anos da Revolução Socialista Chinesa!
Voltar Petroleiros em luta A Federação Única dos Petroleiros está em negociação com a Petrobrás. Uma das principais reivindicações é a manutenção da paridade entre trabalhadores ativos e inativos. A Petrobrás tem apontado a desvinculação dos aposentados, dos trabalhadores da ativa, como condição para aprovar a pauta de reivindicação da categoria. A FUP e o seu Conselho consultivo tem orientado às assembléias para que rejeitem a contraproposta da empresa, e indica aprovação de greve nacional, caso não avancem as negociações. Servidores públicos Os servidores públicos federais movimentam-se com o objetivo de realizar Marcha Nacional a Brasília, contra a aprovação da PEC 67 no Senado Federal, que trata da Reforma da Previdência. A previsão da Cnesf é de que a marcha seja organizada entre final de outubro e início de novembro. Os escravos do Brasil Somente em 2003, segundo dados do governo federal, 3.867
trabalhadores brasileiros foram encontrados submetidos ao trabalho escravo.
De acordo com as equipes de fiscalização do Ministério
do Trabalho e Emprego e das Delegacias Regionais do Trabalho, até
o mês de agosto, em 43 operações de fiscalização
em 163 fazendas, foram pagos R$ 5,25 milhões de indenizações
às vítimas. Segundo a Comissão Pastoral da Terra
(CPT), 25 mil pessoas estão submetidas a condições
análogas ao trabalho escravo no país. Foi assinado, na última semana, o primeiro acordo de solução amistosa de um caso que tramitava na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, desde que o Brasil passou a integrar o sistema da OEA, em 1992. O acordo é relativo ao trabalhador J.P.F, libertado de situação análoga a de escravo na Fazenda Espírito Santo, no sul do Pará, em 1989. À época, ele tinha 17 anos e foi forçado a trabalhar sem remuneração, contra a sua vontade e em condições degradantes. Além da indenização de R$ 52 mil para a vítima, o acordo prevê alterações legislativas para combater o trabalho escravo no país. Morrem por ano 6 mil mulheres Segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS), cerca de quatro milhões de mulheres realizam abortos na
América Latina e no Caribe. Deste total, de acordo com o Fundo
de População das Nações Unidas (UNFPA em
inglês), a cada ano seis mil mulheres latino-americanas morrem
por complicações do aborto. Isso porque a maioria o faz
em condições de risco e de forma clandestina, causando
danos irreparáveis à saúde e muitas vezes resultando
em morte. A OMS assinala que 21% das mortes relacionadas à gravidez,
parto ou pós-parto, têm como causa complicações
de abortos. O dia 28 de setembro foi a data escolhida no V Encontro
Feminista da América Latina e Caribe, na Argentina, para dar
início a uma campanha pelo direito ao aborto dentro da luta dos
direitos humanos. Pois o aborto deve ser encarado como um problema de
justiça social porque são justamente as mulheres mais
pobres as que se submetem a práticas inseguras. A mortalidade em decorrência do aborto está vinculada à condição de pobreza das mulheres e suas famílias, o baixo nível de educação e informação e a subordinação feminina, entre outros aspectos, afirmaram as organizações. (Fonte: Adital-Cimac) Sindicalistas denunciam ação
violenta Uma delegação de sindicalistas europeus
e brasileiros (incluindo dirigentes do Sindicato dos Químicos
Unificados de Campinas, Osasco e Vinhedo), juntamente com diversas organizações
mundiais de Direitos Humanos, estão na Colômbia, desde
o dia 7, para dar início a uma campanha mundial de denúncia
contra o estado de terror e violência que reina contra sindicalistas,
índios e militantes de organizações sociais por
parte do governo colombiano e, sobretudo, pela ação das
multinacionais, principalmente a Coca-Cola. Denúncias dão
conta de que a Coca-Cola e suas subsidiárias na Colômbia
envolveram-se nos conflitos que levaram nove trabalhadores à
morte, 48 expulsões do local de trabalho e ou moradia, dois exílios
e incontáveis prisões sem provas ou processos formais,
além de 67 sindicalistas estarem sob ameaça de morte.
(Informou a CUT nacional e a Campanha Jubileu Sul) Voltar Banco do Brasil e Os bancários do BB resolveram entrar em greve por
tempo indeterminado no dia 14/10 após rejeitarem a proposta de
reajuste salarial feita pelo banco. Aderiram a greve bancários
de agências e escritórios do Rio de Janeiro, Brasília,
Belo Horizonte e Porto Alegre. Cerca de 70% dos 6.000 empregados do
Banco do Brasil na Grande São Paulo cruzaram os braços,
segundo informação do Sindicato dos Bancários de
São Paulo. O presidente da CNB-CUT, Vagner Freitas, disse que a adesão
ao movimento é grande, mas a entidade ainda está realizando
um levantamento nacional para saber quantos trabalhadores aderiram à
greve. Em São Paulo será realizada uma assembléia
para avaliar os rumos do movimento. A diretoria dos Bancos ainda não
chamou a categoria para discutir a greve. Reajuste salarial A greve foi iniciada após a categoria ter rejeitado
a proposta de reajuste feita pelo BB. Durante reunião de última
hora, o banco concordou em oferecer a mesma correção proposta
pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que negocia
com os sindicatos o reajuste dos bancos privados. A proposta do Banco do Brasil previa correção
de 6,14% sobre o piso (R$ 798), mais duas promoções para
29 mil funcionários que estão nessa faixa salarial - o
que, na prática, corresponde a um reajuste de 12,6%. Para os
demais 60 mil empregados do BB, o reajuste será de 12,6%. A todos,
o banco ofereceu R$ 1.500 de abono e participação nos
lucros de 40% do salário mais R$ 325 fixos sem vincular
metas de produtividade. Sucursal DF Voltar O Jornal INVERTA é um órgão a serviço do Partido Comunista (Marxista-leninista) - e é uma publicação da INVERTA - Cooperativa de Trabalhadores em Serviços Editoriais e Noticiosos Ltda. Sede Comercial: Rua Regente Feijó, 49 - 2º andar, Centro - Rio de Janeiro - Brasil. CEP 20060-060. Telefax: (0XX21) 2222-4069. Redação: (0XX21) 2507-2049 e fax (0XX21) 2222-4070.e-mail: inverta@inverta.com.br. URL: http://www.inverta.com.br Caixa Postal:50075 - CEP: 20060-970. Sucursais: São Paulo - Avenida Taboão, 2979/Sala 4, São Ber-nardo do Campo, SP _ CEP: 09.870-000 - Tel: (0XX11) 4173-3804; Minas Gerais - Av. dos Andrades, 367, Loja 204-A - Edifício Central - Centro, TEL: (0XX31)3273-3633, BH, MG - CEP 30120-907;Paraíba _ Av. Rio Grande do Sul, 1462, Bairro do Estados, João Pessoa, PB _ CEP: 58.030-020 _ Tel: (0XX83) 224-0277. Ceará: Rua Amazonas, 1712 , Bela Vista - CEP 60.442-070 - Fortaleza - CE. Tel.: 482-6757 ou 9990-2004.Editor: Aluísio Beviláqua.Jornalista Responsável: Bianka de Jesus (Reg. 19.761).Conselho Editorial: Antonio Duarte, Roberto Nogueira, Agostinho Jose Soares, Élio Bolsanello, Aluísio Pampolha Bevilaqua, Bayard Boiteux, Delci Silveira, Domar Campos, Eurico Figueiredo, Jacy Pereira Lima, João Batista Barbosa, José Ferreira de Alencar, Miguel Batista, Nicolino Trompieri, Oscar Niemeyer, Philomena Gebran, Rosa Terço e Zola Florenzano.Equipe de Redação:Antonio Cícero, Bianka de Jesus, Jorge Ferreira, Júlio César de F. Lobo, Márcia S. Santos, Roberto Figueiredo, Romildo Alves Fernandes e Sérgio A. Paulino;Correspondentes Internacionais: Tiziano Tussi (Itália), Antônio Duarte (Suécia), Roselis Batista (França). Agência de Notícia: Xinhua.Correspondentes em outros Estados: Francisco Malta (CE), José da Silveira Filho (PR), Oduvaldo Batista (PB), Osmarina Portal (DF); Roberto Figueiredo e Roberto Nogueira (SP), Sidnei Martins (MG), Neimar Oliveira (RS), Sueli Dantas (RJ).Colaboradores neste número: Anita Queiroz, Beto Assenção, Elmo Mambrino, Gilka Sabino, Maria das Graças, Mariana Zande, Rafael Campos, Roberto Frank, Rouxinol do RinaréColaborações Especiais: Granma. Diagramação e Composição: INVERTA.Webmaster: Raphael BevilaquaOs artigos assinados
não correspondem necessariamente a opinião do Jornal.
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"Gosto de ler o Inverta, da clareza política dos que o dirigem diante deste clima de desesperança em que se vive" Oscar Niemeyer |