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Depois da primeira vaia Parece que até agora, Lula e as lideranças
petistas ainda não entenderam bem os sig- Lula e seu governo não estão conseguindo perceber que esta manifestação apenas simboliza o marco inicial da cristalização de um grande movimento de massas que está por se formar em oposição ao seu governo, cujo o substrato, são as reformas neoliberais da Previdência Social, Trabalhista, etc. E que suas posições ao nível internacional, de não alinhamento incondicional aos Estados Unidos, não serão capazes de afogar as contradições internas, pois as reformas neoliberais são identificadas com os objetivos do imperialismo norte-americano. Portanto, da tendência expressa na primeira vaia, não se poderia esperar outra coisa que não fosse a primeira manifestação. O problema agora é saber como se desenvolverá este processo histórico, apesar da crítica oportunista do sr. Bohausen e Cia, do PFL. Aqui uma muralha da China ergue-se como barreira entre a crítica das massas e a crítica das velhas oligarquias burguesas contra o governo Lula. Todo apoio ao movimento dos servidores públicos contra as reformas neoliberais! Pela unidade de todos os trabalhadores numa ampla plataforma contra as reformas neoliberais! Viva a luta dos trabalhadores! PCML
Voltar Coluna não publicada nesta edição Voltar Mensagem da Juventude Se o Brasil fosse o fundo do mar Se o Brasil fosse o fundo do mar, os homens que morassem lá seriam peixes ou tubarões. Os tubarões, então cansados de ter que caçar os peixes, inventariam outras formas de garantir o petisco de todo dia. Os tubarões construiriam enormes gaiolas para os peixes, ou melhor, deixariam que os peixes construíssem suas próprias gaiolas. Nessas gaiolas, os tubarões ensinariam aos peixes tudo o que um peixinho precisa saber para ir parar direto na barriga de um tubarão. Ensinariam, inclusive, que o único mundo feliz seria aquele dentro da barriga dos tubarões. Os peixes não aprenderiam coisas úteis para melhorarem de vida, mas, inclusive competiriam entre si para ver quem é o melhor petisco. Nas gaiolas-escolas o conhecimento seria todo técnico, e desprovido de crítica. A Geografia seria aquela que ensinaria o caminho para a barriga dos tubarões, a História seria aquela que contaria como se deram mal os peixinhos que não quiseram aceitar serem comidos. Mas não só de peixinhos alfabetizados precisariam os tubarões. Eles teriam que inventar outras gaiolas, que pudessem eles mesmos frequentar, onde o ensino fosse mais profundo e sofisticado. Afinal, também é necessário que os tubarões sejam mais qualificados, para controlar os peixinhos, planejar as estradas que os levem às suas bocas, para medicar e curar aqueles peixinhos que ainda podem engordar um pouquinho mais antes de virar petisco, etc. Essa gaiola não estaria aberta para todos os peixinhos, seria perigoso demais que todos tivessem certos conhecimentos. Os peixinhos que não conseguissem entrar na gaiola seriam considerados burros e receberiam dos tubarões um pagamento menor por seu trabalho. Os poucos peixinhos que lá entrassem ficariam tão felizes que esqueceriam que estão em uma gaiola. Essa gaiola se chama Universidade, e hoje se encontra completamente fora do alcance do povo brasileiro. Os tubarões da sociedade, a burguesia, é a única classe que tem acesso garantido a ela. O pouco do povo que está lá dentro, está lá porque se submeteu a uma competição feroz pelas poucas vagas na universidade pública e gratuita, ou se estripou para pagar uma universidade privada. Afinal, em um país com 53 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza, quem pode pagar uma alta mensalidade? Talvez por isso, 40% dos estudantes estão inadimplentes. Alguns tubarões se especializam em esfolar o povo pelo ensino, são os tubarões da educação: donos de cursinho, ou de faculdades e escolas privadas que constituem verdadeiras fortunas em cima de um suposto direito que as pessoas não tem e deveriam ter. São os De Genios da vida (referimo-nos ao gênio dono da escola objetivo, do cursinho objetivo e da Universidade privada brasileira). E a casta privilegiada dos jovens que chega à universidade, faz o papel dos peixinhos gordos, que inclusive chegam a engolir os peixinhos menores. Afinal, se os tubarões fossem homens, é claro que haveria a idéia de que os peixinhos não seriam iguais entre si. Os tubarões estimulariam essa competição, pois veriam no peixinho gordo, quando não um aliado para controlar os outros peixinhos, um petisco mais suculento. Essa competição entre os peixinhos, bem que se poderia chamar Vestibular. E esse sistema onde criatura do mar explora criatura do mar, bem que poderia se chamar capitalismo. Só que no mundo humano, a exploração capitalista, se baseia na apropriação (roubo) do trabalho dos outros. Não só de um indivíduo sobre outro, mas de nações sobre outras. Esse início de século caracteriza-se por um aprofundamento do imperialismo, que nada mais é que a exploração de muitos países por alguns poucos, de forma a satisfazer as necessidades de reprodução do capital financeiro. Quem duvide, que veja a ferocidade com a qual os Estados Unidos vem impondo a questão da Alca, do Plano Colômbia, e a política intervencionista de guerra declarada à humanidade para destruição das forças produtivas, conquista de mercado e fontes de matérias-primas e exploração mais intensiva dos antigos, como única saída dentro do capitalismo para a crise da economia estadunidense e do sistema capitalista como um todo. Exemplos: a guerra contra o Afeganistão, o recente genocídio impetrado contra o Iraque (a segunda maior reserva de petróleo do mundo) e a guerra anunciada contra os países, os quais o imperialismo criou lugar comum definido como o Eixo do Mal, que inclui Irã, Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, China, Sudão, Líbia... O conhecimento construído dentro da universidade só serve a uma classe social, e pior: à classe social que vive de explorar o povo. Um cirurgião plástico formado, dificilmente irá trabalhar para um operário com um grave defeito na face. Vai montar uma clínica particular, e cobrar caro pra pôr silicone e fazer lipoaspiração em peruas ricaças. Dentro das faculdades privadas, o interesse é o lucro, não a qualidade do ensino. As públicas estão virando sucata pra ser privatizadas: na farmacologia da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, que apesar de pública é financiada pelos grandes laboratórios, mais de 80% da pesquisa vai para cosméticos, não remédios. E para cada tubarão existe um maior. Se os tubarões fossem homens, também regulariam a sua própria educação e a dos peixinhos como se ela fosse uma mercadoria. Quem dita as regras sobre ela é a OMC (Organização Mundial de Comércio) através do Banco Mundial, que libera verba para a UNESCO implantar seu projeto educacional nos países subdesenvolvidos (explorados), processo esse que será ainda mais acelerado com a ALCA. Com os tubarões não seria diferente. Incentivando a competição, a burguesia faz provas, como ferramentas para controlar o conhecimento (assegurando-se de que ele está em suas mãos) e de ter a certeza de que ele será voltado para o mercado de trabalho (como se o desemprego não fosse proveitoso para o patrão, fazendo baixar o salário). O Vestibular e o Provão. Será que não dava pra ser diferente?
Nós da Juventude Já pensou se essa tal Universidade não fosse construída pelo povo para a burguesia, mas fosse construída pelo povo para ele mesmo? É o povo que faz a universidade, mas não pode entrar nela. Ora, direis ouvir estrelas: é o Movimento Estudantil, que já foi combativo mas perdeu suas bandeiras, sua razão de ser. Antes, organizava-se frente à Ditadura Militar. Mas a burguesia é esperta. E não precisa mais de uma ditadura para impor sua vontade. Disfarçam-na com as belas palavras democracia e liberdade. Todos os peixinhos são livres! - para nadar direto aos dentes dos tubarões. O Movimento Estudantil desmobiliza-se, sendo incapaz de reivindicar uma mudança que não exige apenas a queda da ditadura, mas a transformação da sociedade. Se queremos educação gratuita e de qualidade, devemos nos perguntar porque hoje ela não existe. O governo tem medo? Ou o governo serve à burguesia, que ela sim tem medo? Um movimento estudantil que lute por suas bandeiras tem que ser formado pelo povo. Até porque muitas reivindicações podem até ser conseguidas dentro do sistema capitalista, mas em um sistema onde o lucro do patrão vem do trabalho do empregado jamais existirá justiça. Se todos tivermos educação, quem vai trabalhar por meio, ou mesmo, por um salário mínimo de R$ 240? Quem vai limpar o banheiro dos outros? Numa universidade elitista, as bandeiras do movimento universitário são elitistas. Para um Movimento Estudantil Combativo é necessário que a universidade seja do povo. De fato. Não queremos mais verbas para a universidade pública, nem um pequeno aumento da participação do povo dentro dela. Queremos uma universidade REALMENTE pública. Educação gratuita e de qualidade para TODOS. Passe livre estudantil. Livre acesso do povo à universidade. Hoje, que o presidente da maior potência imperialista é um enorme tubarão e o nosso próprio presidente ainda não definiu se é tubarão ou peixe, e corre grande risco de se decidir pelos tubarões, pois se camufla numa postura progressista no âmbito internacional, enquanto que internamente, como política nacional dá continuidade às reformas neoliberais, na linha ditada pelo FMI: a reforma da previdência, a reforma trabalhista, a reforma tributária, a autonomia do Banco Central, medidas que FHC não conseguiu levar a cabo. Medidas anti-povo camufladas também pelo discurso demagógico da política compensatória e assistencialista do programa Fome Zero, cuja finalidade é manter o sistema de dominação de classe e preservar a propriedade burguesa, enquanto milhões de seres humanos padecem no desemprego, na doença, na ignorância, na fome, na miséria, no degredo, sem teto, sem terra, sem voz e sem vez. Vemos assim, que as coisas estão bem ruins - mas que podem ser diferentes. E é para conquistar nosso direito, como jovens, não só à educação, mas a não sermos explorados, que devemos nos organizar. Afinal, somente nos organizando venceremos, e poderemos pesar na balança que é a correlação de forças da luta de classes atual. Pois, uma andorinha só não faz verão. Mas quando elas se encontram e formam uma corrente, tornam-se indestrutíveis e edificam o novo. Considerando que Considerando que Considerando que Considerando que Considerando que Considerando que Considerando que Considerando que Considerando que Considerando que Lutamos por uma UNE nas ruas, que rompa com os limites
do campo institucional! Dentro do aparelho burocratizado, eterno PCdoB (que agora também é governo), mesmo após o golpe que essa burocracia levou ao perder o monopólio das carteirinhas, não temos a ilusão de que o disputaremos e venceremos agora. Chamamos os setores revolucionários a unirem-se a nós nessa luta, numa plataforma. (livre utilização sobre poema de Bertolt Brecht) JCML presente no 48º CONUNE A Juventude Comunista Marxista-Leninista estará presente no 48º Congresso da União Nacional dos Estudantes que ocorrerá em Goiânia do dia 17/06/2003 ao dia 22 deste mesmo mês. A UNE é a maior entidade estudantil da América Latina e por isso é de suma importância que estejamos presentes lutando por uma UNE que volte a liderar movimentos e a empunhar bandeiras desde as lutas específicas às causas mais gerais, como em 1942, na campanha contra o fascismo, o fim do Estado Novo, liberdades democráticas e ampla anistia; em 1947 com manifestos que endoçaram uma das maiores campanhas populares do país, O Petróleo é Nosso; em 1956/58, lutando decisivamente em favor dos interesses nacionais e contra o intervencionismo imperialista, pela reforma agrária, e a partir daí aproximando-se cada vez mais até 1964 de uma luta conjunta com os trabalhadores nas rein-vindicações econômicas das lutas populares, contra o aumento do custo de vida e redução dos salários; e entre outras, a luta política de oposição e resistência ao regime militar expressada historicamente com a Passeata dos Cem Mil; e em 1992 liderando o movimento Fora Collor. Uma UNE que conscientize os estudantes mobilizando-os para denunciar e lutar contra o genocídio fascista do governo estadunidense representado hoje pela figura do presidente George W. Bush. Uma UNE que mobilize os estudantes na luta contra o neoliberalismo, contra o Plano Colômbia, contra a base de Alcântara, contra a ALCA, contra as reformas propostas pelo governo brasileiro que vem sacrificando os direitos dos trabalhadores, a favor das universidades públicas gratuitas e de qualidade, a favor da democracia para eleições diretas para reitores, que lute pelo fim do Provão do MEC. Uma UNE que discuta diretamente com os estudantes de forma ampla, democrática e plural para cada vez mais ter contato com todas as lideranças e bases estudantis das universidades brasileiras para que assim consiga mobilizar os estudantes em todo Brasil.
Voltar O Jornal INVERTA é um órgão a serviço do Partido Comunista (Marxista-leninista) - e é uma publicação da INVERTA - Cooperativa de Trabalhadores em Serviços Editoriais e Noticiosos Ltda. Sede Comercial: Rua Regente Feijó, 49 - 2º andar, Centro - Rio de Janeiro - Brasil. CEP 20060-060. Telefax: (0XX21) 2222-4069. Redação: (0XX21) 2507-2049 e fax (0XX21) 2222-4070.e-mail: inverta@inverta.com.br. URL: http://www.inverta.com.br Caixa Postal:50075 - CEP: 20060-970. Sucursais: São Paulo - Avenida Taboão, 2979/Sala 4, São Ber-nardo do Campo, SP _ CEP: 09.870-000 - Tel: (0XX11) 4173-3804; Minas Gerais - Av. dos Andrades, 367, Loja 204-A - Edifício Central - Centro, TEL: (0XX31)3273-3633, BH, MG - CEP 30120-907;Paraíba _ Av. Rio Grande do Sul, 1462, Bairro do Estados, João Pessoa, PB _ CEP: 58.030-020 _ Tel: (0XX83) 224-0277. Ceará: Rua Amazonas, 1712 , Bela Vista - CEP 60.442-070 - Fortaleza - CE. Tel.: 482-6757 ou 9990-2004.Editor: Aluísio Beviláqua.Jornalista Responsável: Bianka de Jesus (Reg. 19.761).Conselho Editorial: Antonio Duarte, Roberto Nogueira, Agostinho Jose Soares, Élio Bolsanello, Aluísio Pampolha Bevilaqua, Bayard Boiteux, Delci Silveira, Domar Campos, Eurico Figueiredo, Jacy Pereira Lima, João Batista Barbosa, José Ferreira de Alencar, Miguel Batista, Nicolino Trompieri, Oscar Niemeyer, Philomena Gebran, Rosa Terço e Zola Florenzano.Equipe de Redação:Antonio Cícero, Bianka de Jesus, Jorge Ferreira, Júlio César de F. Lobo, Márcia S. Santos, Roberto Figueiredo, Romildo Alves Fernandes e Sérgio A. Paulino;Correspondentes Internacionais: Tiziano Tussi (Itália), Antônio Duarte (Suécia), Roselis Batista (França). Agência de Notícia: Xinhua.Correspondentes em outros Estados: Francisco Malta (CE), José da Silveira Filho (PR), Oduvaldo Batista (PB), Osmarina Portal (DF); Roberto Figueiredo e Roberto Nogueira (SP), Sidnei Martins (MG), Neimar Oliveira (RS), Sueli Dantas (RJ).Colaboradores neste número: Aluizio Alves Filho, Alcyr Cavalcanti, Aldo Alvim, Antonio Carlos Rumba Gabriel, Evaristo, Haroldo Moura, Lilian Rieira.Colaborações Especiais: Granma. Diagramação e Composição: INVERTA.Webmaster: Raphael BevilaquaOs artigos assinados
não correspondem necessariamente a opinião do Jornal.
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"Gosto de ler o Inverta, da clareza política dos que o dirigem diante deste clima de desesperança em que se vive" Oscar Niemeyer |